segunda-feira, 30 de julho de 2018

À semelhança de um Alquimista

Se eu pudesse ter a vida de um caracol e não ter de carregar a casa às costas, apenas o essencial. De manter o focus adiante obrigando-me aos desafios de uma vida menos activa. Viver o quotidiano sem receio em ser pisada pelos distraídos ou de ser colhida pela tempestades. Sem receio em arriscar pela causa que me move. Se pensarmos somente no receio das mudanças, no agir pelos outros, no sentimento perdido no Reino da acomodação deixamos de ser Gente, que racionaliza demasiado e que sente pouco. Viver o momento é mais importante do que projetar somente. Não encontro tudo o que procuro mas identifico semelhanças com quem me faz sentir que cada momento é ouro e semente no coração. E se as memórias igualmente passarem à velocidade de um caracol saberemos recuar, ganhando consciência do que o presente nos obriga. Ganhar velocidade nos planos que individualmente fazemos sem criar expetativas, para que não existam frustrações futuras. Acalmar sentimentos também pode ser uma vontade de aceitação precose mas igualmente necessária, para que o espírito nunca perca o entusiasmo...