quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Máscaras

Entrámos numa crise de valores tão grande e tão grave, que na sua maioria as pessoas colocam máscaras para se protegerem das tentativas de assalto à sua integridade. 

Todos a vestem de alguma forma. Uns como proteção outros porém com intenção de malícia, para salvaguarda dos seus interesses mesmo que implique prejudicar o próximo. 

Um exemplo a não seguir, mas que as gerações futuras tendem a copiar. A mentira servirá como máscara como fuga aos padrões incutidos. Seja qual for a circunstância ou o acaso, mesmo que não a queiramos usar estará sempre ao alcance como recurso. 

Na política:
As máscaras camuflam tentativas de corrupção mas alegam o interesse geral da população. Máscaras de contradição que escondem a vontade própria e a liberdade de expressão. 
Na religião a movimentação extremista entre alguns fanatismos ou actos de violação de direitos humanos. 
No mundo empresarial a influência de automatismos supera a real essência de prática de humanismo.

Perante tantas máscaras, na sua maioria precárias mesmo que pareçam exclusivas ou de porte com valor acrescentado, uma necessidade básica para todos, mas em nada acrescentar. 
O civismo deixa de existir, de ser um acto essencial e de interacção. 

Como consequência as relações pessoais fazem sentido mas pouco. O egoísmo ganha impacto. Instala - se no ser humano enquanto status permanente, bastante evidente nas acções que toma, nas opções que faz, na violência que assiste, na linguagem que usa. 
Instala - se a decepção e a descrença. Nasce a certeza de que tudo é possível e permissivo ,mas que depende da imagem da marca da máscara que usas. 

Prefiro EAIF
Entusiasta, assertivo, idealista frontal. 

A marca, que dá alento ao ego, ao espírito, à alma na percepção em frente ao espelho. A marca que nos reconhece na essência, que consegue exteriorizar a essência humana da população. Sem escudo, sem máscara, envolta em brilho de inteligência emocional. Copiada em moldes de gestos mas com impacto individual, por ser diferente, porque rejuvenesce o espírito. 
Sem filtros uma marca que transporta sentido à história da humanidade, no seu sentido de evolução e de continuidade. 


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